Guerra no Oriente Médio: Lagarde rebate EUA e vê impactos "duradouros"

Destaques
- •Christine Lagarde contesta otimismo dos EUA sobre efeitos da guerra no Irã.
- •Inflação na Zona do Euro sobe e governos cortam projeções de crescimento.
- •Rússia acusa EUA e Israel de incitar países do Golfo contra o Irã.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, não comprou o discurso otimista do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, sobre os impactos da guerra no Irã serem passageiros. Em uma reunião do G-7, ela rebateu a visão americana, argumentando que a destruição já causada tornará os efeitos duradouros.
Essa divergência de opiniões expõe a tensão crescente entre EUA e Europa, com o continente europeu mais exposto à alta de energia e interrupções no transporte. Prova disso é que a inflação na Zona do Euro saltou em março, e governos já cortam projeções de crescimento, temendo uma recessão.
Enquanto Bessent tenta acalmar os ânimos nos EUA, Lagarde soa o alarme, prevendo em um cenário severo picos de inflação e danos significativos à infraestrutura. A Rússia, por sua vez, acusa EUA e Israel de incitarem países do Golfo contra o Irã, buscando impedir a normalização das relações e manter a escalada da guerra para controle de petróleo e gás.
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, agradeceu o apoio do governo brasileiro e da população, afirmando que o país se prepara para responder firmemente aos regimes que desejam mudar sua governabilidade. Ele também esclareceu que o Estreito de Ormuz está sob gestão estratégica iraniana e permanece aberto para nações amigas, mas bloqueado para EUA e Israel.




