Guerra no Oriente Médio já mexe com o bolso do brasileiro: inflação e juros sobem no radar

Destaques
- •XP e Banco Inter revisam projeções de inflação para 2026, elevando-as devido ao choque do petróleo.
- •Aumento no preço do petróleo Brent de US$ 60 para US$ 80 por barril é premissa chave para novas estimativas.
- •Expectativa de cortes na Selic em 2026 diminui, com mercado precificando possíveis altas nos juros.
A escalada no Oriente Médio já está fazendo os economistas repensarem o futuro da economia brasileira. A XP e o Banco Inter, por exemplo, já ajustaram suas projeções, prevendo uma inflação mais alta e cortes menores na taxa Selic para 2026.
A XP elevou sua projeção de inflação para 2026 de 3,8% para 4,5%, enquanto o Banco Inter foi de 3,8% para 4,3%. A premissa por trás disso é um aumento no preço do petróleo Brent de US$ 60 para US$ 80 o barril.
Essa mudança de rota nos juros é um reflexo direto do temor de que o choque do petróleo reacenda a inflação. O mercado agora precifica menos cortes na Selic em 2026, e alguns já cogitam até mesmo possíveis altas.
O cenário fiscal também não ajuda, com o governo revisando para cima o déficit primário esperado para 2023, de R$ 23 bilhões para R$ 60 bilhões, o que eleva o risco e mantém o prêmio de juros em alta.
Resumindo: o choque do petróleo e a incerteza fiscal devem tirar espaço para cortes de juros maiores em 2026. 📉




