Guerra no Oriente Médio: Brasil segue estratégico no abastecimento, mas atenção aos custos!

Destaques
- •Brasil se mantém como importante player na segurança alimentar da região.
- •Aumento de custos de frete e seguros é um risco real.
- •Petróleo Brent sobe e pressiona política monetária no Brasil.
A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um alerta para o comércio exterior brasileiro, mas o país se posiciona para manter seu papel estratégico no abastecimento da região. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, avalia que, mesmo com custos transacionais eventualmente mais altos, o Brasil continuará sendo crucial para a segurança alimentar.
Os dados do MDIC mostram o peso da relação comercial com o Oriente Médio: milho (20,8%), açúcares e melaços (17,4%) e carnes de aves (14,5%) lideram as exportações brasileiras para a região. A demanda por alimentos, segundo o governo, tende a se manter estruturalmente elevada, apesar da pressão sobre fretes, seguros e energia.
No entanto, a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e o cancelamento da cobertura de risco de guerra por seguradoras já impactam os preços do petróleo e do gás natural, com o Brent chegando a subir mais de 13%. Essa volatilidade acende um sinal de alerta para a política monetária brasileira, com o risco de antecipar a parada do ciclo de cortes da Selic.




