Guerra no Oriente Médio: APROBIO pede mais biodiesel e Petrobras corre risco de defasagem
Destaques
- •Tensões no Oriente Médio aumentam a pressão sobre os preços do petróleo e do diesel.
- •APROBIO defende aumento da mistura obrigatória de biodiesel para reduzir dependência de importações.
- •Petrobras acumula defasagem de 47% no diesel e 19% na gasolina em relação aos preços internacionais.
- •Empresas como Axia, Vibra e Ultrapar podem se beneficiar da volatilidade do mercado de combustíveis e energia.
A escalada das tensões no Oriente Médio acendeu um alerta importante para o Brasil: a dependência de diesel importado e a defasagem dos preços da Petrobras. A APROBIO, associação de produtores de biocombustíveis, aproveitou o momento para reforçar a necessidade de aumentar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel, defendendo o avanço do atual B15 para B16.
A lógica é simples: cada ponto percentual a mais de biodiesel significa menos necessidade de importar diesel fóssil, reduzindo a exposição à volatilidade do dólar e aos riscos de abastecimento. Com a instabilidade global pressionando o preço do petróleo, a Petrobras se vê em uma situação delicada, acumulando uma defasagem de 47% no diesel e 19% na gasolina em relação aos preços internacionais, segundo a Abicom.
Enquanto isso, a crise energética global e a alta do petróleo abrem espaço para outras empresas. A Axia pode se beneficiar da venda de energia a preços mais altos, enquanto Vibra e Ultrapar ganham força com a janela de importação mais fechada, comprando combustíveis mais baratos e ampliando margens. A Ultrapar, em particular, viu seu negócio de distribuição de combustíveis (Ipiranga) ter um desempenho mais saudável no último trimestre, com margens na revenda mais robustas.




