Guerra e Geopolítica: Mulheres e Crianças no Fogo Cruzado

Destaques
- •Ataques em escolas no Irã expõem a brutalidade da guerra contra mulheres e crianças.
- •Feminismo ocidental é criticado por comoção seletiva e discurso de 'salvamento' de mulheres muçulmanas.
- •Islamofobia é analisada como forma de racismo, impactando diretamente a vida de mulheres.
A professora Francirosy Campos, da USP, aponta que conflitos armados e disputas geopolíticas recaem de forma desproporcional sobre mulheres e crianças, com casos trágicos como ataques a escolas no Irã. A especialista critica a comoção seletiva do feminismo ocidental, que muitas vezes retrata mulheres muçulmanas como vítimas passivas, ignorando suas lutas e agência.
Campos destaca que a islamofobia opera como um processo de racialização, afetando não só a prática religiosa, mas a aparência e origem de indivíduos, especialmente mulheres que usam o véu (hijab), tornando-as alvos de xenofobia e ataques.
A análise se estende à complexidade do feminismo islâmico, que dialoga com movimentos decoloniais e latino-americanos ao questionar estruturas de poder herdadas do colonialismo e criticar o universalismo ocidental, defendendo a pluralidade de caminhos para a emancipação feminina.




