Guerra de Pistache: O lobby californiano por trás do conflito com o Irã

Destaques
- •A indústria de pistache dos EUA, liderada pelos bilionários Lynda e Stewart Resnick, lucra com a instabilidade e sanções contra o Irã.
- •Os Resnick investem em think tanks e lobbies para manter a política externa agressiva dos EUA em relação ao Irã, garantindo seu monopólio no mercado de pistache.
- •A estratégia visa impedir a concorrência direta do Irã, cujos pistaches são considerados superiores.
A guerra contra o Irã, que visava paralisar a sociedade iraniana, pode ter um motivo surpreendente: pistaches. Um ataque a um depósito do fruto na província de Kerman levantou suspeitas, especialmente para quem acompanha o trabalho sobre o lobby da pistache na Califórnia.
O casal de bilionários Lynda e Stewart Resnick, donos da Paramount Farming, enriqueceu com a produção de pistache nos EUA após o embargo iraniano de 1979. A indústria americana de pistache depende da destruição da concorrência iraniana.
Para manter o império, os Resnick financiam think tanks e lobbies que promovem uma política externa agressiva contra o Irã, garantindo que seus pistaches, que representam quase 20% de sua receita agrícola, continuem dominando o mercado sem a concorrência direta do produto iraniano, considerado superior.




