Guerra, Clima e Fertilzantes: Alimentos Podem Virar Vilões da Inflação no Brasil

Destaques
- •Economistas alertam para o risco de dois anos seguidos de alta nos alimentos acima do IPCA.
- •O El Niño forte em 2026 e o aumento nos custos de fertilizantes são os principais vilões.
- •Aumento nos preços de fertilizantes e eventos climáticos podem impactar a meta de inflação do Banco Central.
Parece que o impacto da guerra nos combustíveis não é o único fantasma que assombra a inflação brasileira. Economistas agora apontam que os alimentos podem se tornar os próximos vilões, com projeções de alta acima do esperado para 2026 e 2027.
A combinação é preocupante: de um lado, o conflito entre Estados Unidos e Irã elevou os preços dos fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Do outro, a perspectiva de um El Niño forte em 2026, que pode afetar a safra, especialmente no Sudeste.
Esses fatores, juntos, podem dificultar ainda mais a vida do Banco Central na missão de trazer o IPCA para a meta de 3%.
A conta é simples: o grupo de alimentação e bebidas já representa mais de 21% do IPCA. Itens como carnes, laticínios, panificados e óleos são sensíveis ao aumento do petróleo e repassam os choques rapidamente. A estimativa é de um impacto de até 2 pontos porcentuais no IPCA no biênio em um cenário extremo.




