Greve Geral em SP: Estudantes Denunciam Desmonte das Universidades Públicas

Destaques
- •Tragédia na UNESP expõe falta de emergência médica e infraestrutura precária.
- •USP e UNICAMP se juntam em greve contra falta de moradia, auxílio insuficiente e corte de verbas.
- •Estudantes acusam governo Tarcísio de Freitas de sucatear universidades para privatização.
Uma tragédia na UNESP, onde uma professora faleceu por falta de emergência médica, acendeu o alerta para o desmonte das universidades estaduais paulistas. Estudantes da USP e UNICAMP também aderiram a greves.
As pautas são recorrentes: falta de moradia, bandejões precarizados e auxílio permanência irrisório, como os R$ 330 para estudantes da CRUSP, que ainda enfrentaram duas semanas sem água. Salas lotadas e déficit de docentes agravam o cenário.
A estratégia por trás do sucateamento, segundo os estudantes, é clara: precarizar para privatizar. O financiamento, que depende de uma fatia do ICMS, sofre com a reforma tributária, e o orçamento aprovado para a USP em 2026 prevê apenas R$ 1,33 bilhão para investimentos, enquanto 84% vão para folha de pagamento.
O movimento estuda uma grande marcha até o Palácio dos Bandeirantes em maio, mirando o governador Tarcísio de Freitas e seu projeto para a educação. A luta é para barrar o avanço da iniciativa privada e garantir que a universidade sirva ao povo, não ao lucro.




