Grêmio assina acordo para se tornar dono da Arena e ceder o Olímpico
Destaques
- •Grêmio e empresas OAS 26 e Karagounis assinaram acordo para troca de chaves do Estádio Olímpico pela Arena.
- •O clube se tornará dono do imóvel da Arena, enquanto a área do Olímpico passará para OAS 26 e Karagounis.
- •O Conselho Deliberativo do Grêmio votará o acordo em 16 de novembro, com pendências a serem negociadas à parte.
O Grêmio deu um passo importante para se tornar proprietário integral da Arena do Grêmio. Na última sexta-feira, o clube e as empresas OAS 26 e Karagounis assinaram os documentos para a troca de chaves do Estádio Olímpico. O acordo, que precisa ser validado pelo Conselho Deliberativo do clube em reunião extraordinária marcada para 16 de novembro, formaliza a posse da Arena pelo Grêmio e a transferência da área do Olímpico para as empresas.
Com o acerto, o Grêmio passará a ser o dono do imóvel da Arena, que foi construída a partir de 2010 e inaugurada em 2012. Em contrapartida, a área onde se localiza o antigo Estádio Olímpico, que não recebe jogos desde fevereiro de 2013, ficará sob posse da OAS 26 (oriunda de desmembramento da Construtora OAS) e da Karagounis. O Estádio Olímpico foi cedido como parte do pagamento pela construção da Arena.
Pendências a serem negociadas
Apesar da assinatura dos documentos para a troca de propriedades, ainda existem pendências que serão tratadas em negociações à parte. Entre os pontos em aberto estão a participação do Grêmio na venda de futuros empreendimentos na área do Olímpico, os detalhes e prazos para a demolição do estádio e o pagamento de impostos em atraso.
Essas questões, contudo, não impedem a formalização da troca de posse dos imóveis, segundo o entendimento das partes envolvidas. As obras de infraestrutura no entorno da Arena, que faziam parte das contrapartidas iniciais do negócio e ainda não foram realizadas, são de responsabilidade da OAS 26.
Histórico de aquisição da Arena
A gestão da Arena foi transferida para o Grêmio em 2025, após doação do empresário Marcelo Marques. Ele desembolsou R$ 50 milhões para a então administradora Arena Porto-Alegrense, antecipando o fim do direito de exploração do estádio.
Além disso, Marques investiu R$ 80 milhões para adquirir dois terços da dívida do estádio, que pertenciam à empresa Revee. O Grêmio já havia comprado o terço restante por R$ 20 milhões. Com essas aquisições, a dívida foi extinta, pois os credores não tinham mais interesse em executá-la.



