GPA em apuros: varejista negocia dívidas e busca evitar recuperação judicial
Destaques
- •GPA busca reestruturar dívidas de curto prazo com credores.
- •Contratação do escritório Munhoz Advogados para auxiliar no processo.
- •Medidas visam reforçar liquidez e evitar pedido de recuperação judicial.
O GPA está em negociações tensas com seus credores para repactuar dívidas de curto prazo. A varejista, conhecida por marcas como Pão de Açúcar e Extra, contratou o escritório especializado em reestruturação Munhoz Advogados para tentar melhorar seu perfil de endividamento.
A empresa emitiu um fato relevante para acalmar os mercados, afirmando que as conversas visam reforçar a liquidez e não impactam as operações do dia a dia, como o relacionamento com fornecedores e clientes. O objetivo é uma reestruturação extrajudicial, sem precisar de proteção legal.
O cenário é desafiador para o varejo de supermercados no Brasil, com juros altos e dívidas elevadas. O GPA tem lutado para recuperar seu negócio principal de alimentos e já havia anunciado medidas para mitigar riscos de grandes vencimentos de dívida previstos para 2026, incluindo a extensão de prazos e redução de custos financeiros.
Para se ter uma ideia, cerca de R$ 450 milhões detidos pelo Itaú vencem em maio, e a companhia não tem caixa suficiente para cobrir o montante, contando com o pagamento pela venda de sua participação na FIC para saldar parte dessa obrigação. A dívida líquida sobre Ebitda saltou para 2,4 vezes no fim de 2025. 📉



