GPA em apuros: Fitch rebaixa rating e GPA busca travar ações do Casino
Destaques
- •Fitch corta rating do GPA em quatro níveis, de A(bra) para CCC(bra), indicando estresse financeiro elevado.
- •Empresa enfrenta dificuldades de refinanciamento de dívidas de curto prazo, com R$ 450 milhões vencendo em maio.
- •GPA pede bloqueio de 22,5% de suas ações detidas pelo Casino para garantir pagamento em disputa tributária de R$ 2,5 bilhões.
Parece que o GPA, dono do Extra e Pão de Açúcar, está em maus lençóis. A agência Fitch deu um balde de água fria e rebaixou o rating da companhia em quatro degraus, de A(bra) para CCC(bra).
Isso joga o GPA num território de "estresse elevado", bem perto de um risco relevante de calote ou reestruturação de dívida. A situação é crítica, especialmente com cerca de R$ 450 milhões vencendo em maio e um desafio enorme para rolar o endividamento de curto prazo.
E para piorar, em uma jogada de mestre (ou desespero?), o GPA solicitou o bloqueio da participação acionária de 22,5% que pertencia ao antigo controlador, o francês Casino.
A ideia é garantir o pagamento em uma disputa tributária bilionária de cerca de R$ 2,5 bilhões, que já dura desde 2025. Basicamente, o GPA quer se assegurar de que o Casino não suma com o dinheiro, caso a decisão arbitral seja desfavorável.
O rebaixamento pela Fitch reflete justamente esse aumento no risco de refinanciamento e a dificuldade do GPA em gerar caixa suficiente para cobrir suas obrigações, com projeções de fluxo de caixa livre negativo para os próximos anos. É um cenário de aperto financeiro que pode levar a vendas de ativos ou até mesmo a uma capitalização. 📉




