GPA em Apuros: Dívida Bilionária e Ações em Queda Livre
Destaques
- •GPA enfrenta dívida bilionária com vencimento iminente de R$ 450 milhões em maio.
- •Novo CEO implementa plano agressivo de corte de despesas para tentar reverter o quadro.
- •Analistas sugerem injeção de capital de R$ 500 a R$ 700 milhões como solução.
O GPA, dono de marcas como Pão de Açúcar e Extra, está numa corrida contra o tempo para resolver sua dívida bilionária. Em maio, cerca de R$ 450 milhões vencem, e a empresa não tem caixa suficiente para cobrir o valor, com o fluxo de operação sendo consumido pelas despesas financeiras.
O novo CEO, Alexandre Santoro, assumiu em janeiro e já iniciou um plano agressivo de revisão de despesas, indicando que a solução não virá de uma "bala de prata" no curto prazo. Embora parte do passivo de R$ 450 milhões esteja praticamente resolvida com a venda da participação na FIC, o aperto financeiro é significativo, a ponto de o documento de resultados do quarto trimestre alertar para "incerteza relevante" sobre a continuidade operacional.
A situação se reflete na Bolsa: as ações do grupo já caíram quase 23% no ano. Analistas e gestores veem a necessidade de uma injeção de capital entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões para aliviar a pressão. A venda de ativos é vista como último recurso.

