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Governo Lula promete ajuste fiscal de 2% do PIB, mas mercado duvida

20 de agosto de 2026

Destaques

  • Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anuncia plano de ajuste fiscal gradual de 2% do PIB para eventual novo mandato.
  • O arcabouço fiscal será mantido, com foco em cortes de gastos e aumento de arrecadação.
  • Analistas alertam para a necessidade de um ajuste mais robusto e questionam a eficácia das medidas propostas pelo governo.

A equipe econômica do governo Lula acenou com um plano ambicioso: um ajuste nas contas públicas de cerca de 2% do PIB em um eventual novo mandato. A promessa, feita pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, é manter o arcabouço fiscal atual e buscar cortar gastos e aumentar a arrecadação.

A ideia é que, com esse esforço fiscal, a dívida pública possa se estabilizar e voltar a cair, como já ocorreu em governos passados. O plano também prevê a manutenção de gastos sociais e o aumento de investimentos.

Porém, o mercado financeiro e analistas demonstram ceticismo. A preocupação é que as medidas anunciadas sejam insuficientes para reverter a trajetória de alta da dívida pública e a pressão sobre os juros, que atualmente é um dos maiores do mundo em termos reais. A falta de um ajuste fiscal consistente com as regras atuais é um ponto crítico apontado por especialistas.

A aposta do governo é que a redução de gastos tributários e travas em despesas obrigatórias, aliadas a um esforço nacional de contenção, possam dar a credibilidade necessária ao plano. A dúvida é se essas ações serão suficientes para convencer o mercado e colocar as contas públicas em uma trajetória sustentável.

Fontes

https://g1.globo.com/dynamo/politica/rss2.xml

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