Governo Lula cede à pressão e revoga decreto de hidrovias após ataques à Cargill
Destaques
- •Governo Lula recua após ataques à Cargill e revoga decreto sobre leilões de hidrovias no Norte.
- •Manifestantes indígenas protestaram contra a medida, alegando falta de consulta e riscos ambientais.
- •Oposição critica a decisão, chamando-a de 'chantagem' e 'bandalheira'.
O Governo Lula deu um passo atrás e revogou o decreto que preparava o terreno para leilões de hidrovias em rios cruciais como Tapajós, Madeira e Tocantins.
A decisão veio após uma onda de protestos, incluindo a paralisação e vandalismo em instalações da Cargill, que viu seus portos no Pará e sede em São Paulo serem alvos. Os manifestantes, majoritariamente indígenas, argumentaram que a medida, vista como uma 'privatização dos rios', não respeitou a Convenção 169 da OIT sobre consulta prévia.
A justificativa oficial foi a de 'escuta ativa', mas a oposição, incluindo o ex-ministro Aldo Rebelo, criticou duramente, acusando o governo de ceder à 'chantagem' de ONGs e manifestantes.
Com isso, o plano de conceder a navegabilidade de importantes vias de escoamento para o agronegócio e mineração fica suspenso, mostrando o poder da pressão popular e o dilema entre desenvolvimento e direitos indígenas. 📉



