Ginecologia: Menos é Mais na Saúde da Mulher
Destaques
- •Febrasgo alerta para excesso de exames e intervenções desnecessárias na saúde feminina.
- •Achados incidentais e exames sem indicação clínica podem gerar ansiedade e procedimentos invasivos.
- •A segurança da paciente envolve protegê-la de custos e danos evitáveis, focando em intervenções por indicação.
No Dia Mundial da Segurança do Paciente, a Febrasgo soltou o papo reto: pedir exame demais pode ser pior que não pedir nada, especialmente para a saúde das mulheres.
Acontece que muitos ginecologistas acabam pedindo um festival de exames, às vezes sem necessidade real. Isso pode levar a achados que não significam nada clinicamente, mas que geram um baita estresse e até procedimentos invasivos, como biópsias e cirurgias, em mulheres saudáveis.
A médica Marta Curado Carvalho Finotti, da Febrasgo, dá o exemplo do rastreamento de câncer de ovário: exames como o CA-125 e ultrassom transvaginal em mulheres sem sintomas ou histórico familiar não mostram redução de mortalidade e podem dar falsos positivos, assustando à toa.
O recado é claro: a lógica deve ser de intervenção por indicação, não por rotina. O oncologista Drauzio Varella já alertava que listas intermináveis de exames dão a impressão de que o médico não sabe o que procura.
No fim das contas, o excesso de exames e intervenções desnecessárias não só prejudica a paciente com ansiedade e riscos, mas também infla os custos para os sistemas de saúde público e privado. A segurança da paciente é protegê-la do excesso, buscando o máximo benefício com o mínimo de dano. 🩺


