Gilmar Mendes suspende quebra de sigilo da empresa de Toffoli na CPI do Crime

Destaques
- •Empresa de Dias Toffoli, Maridt Participações, teve quebra de sigilo aprovada pela CPI do Crime Organizado.
- •Ministro Gilmar Mendes suspendeu a decisão da CPI, alegando desvio de finalidade.
- •A CPI do Crime Organizado vai recorrer da decisão de Gilmar Mendes.
A CPI do Crime Organizado tentou quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico da Maridt Participações, empresa ligada ao ministro Dias Toffoli, do STF.
A comissão aprovou a medida, mas o ministro Gilmar Mendes suspendeu a decisão. Ele alegou que a investigação da CPI não tinha relação direta com a empresa, caracterizando um desvio de finalidade.
A defesa da Maridt utilizou um mandado de segurança arquivado em 2023 para barrar a quebra de sigilo, escolhendo a relatoria de Gilmar Mendes.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, já anunciou que a comissão vai recorrer da decisão, classificando o caso como um “escândalo” que não pode ser ignorado.
A Maridt é investigada por suposto envolvimento com o Banco Master, que é acusado de fraudes financeiras bilionárias. A empresa chegou a investir R$ 4,3 milhões em um resort frequentado por Toffoli e pertencente a parentes do magistrado. 📉



