Gestoras de Fundos: O Ajuste que Esconde o Risco Real
Destaques
- •Divergências de dados entre gestoras e administradores fiduciários são um ponto crítico na gestão de fundos.
- •Ajustes sem investigação da causa raiz podem mascarar erros, gerando riscos não mensurados para cotistas e o mercado.
- •Crescimento acelerado do mercado de gestão de recursos exige maior maturidade operacional e critérios objetivos para evitar falhas.
No dia a dia da gestão de fundos, um detalhe crucial passa despercebido: a diferença entre os dados internos da gestora e os do administrador fiduciário. É na forma como essas divergências são tratadas que separam as operações de risco controlado daquelas que só parecem.
O problema surge quando, para fechar o dia rapidamente, a equipe lança um ajuste sem investigar a origem do erro. A causa fica encoberta, mas continua impactando a operação.
Essa prática, embora compreensível pela pressão de prazos, se torna um risco maior com o crescimento acelerado do mercado de gestão de recursos, que trouxe gestoras com maturidade operacional variada.
A reconciliação de dados é uma obrigação fiduciária. Cada cota calculada com base em dados não conciliados carrega um risco não mensurado.
Sistemas que permitem ajustes sem critério ou limite viabilizam uma prática que compromete a qualidade. Já os que estabelecem parâmetros claros e exigem investigação antes de correções, incorporam um padrão de diligência no fluxo operacional.
Fechando o número sem entendê-lo é uma escolha que o mercado tolerou por tempo demais. Com o ambiente regulatório mais denso e a expectativa sobre a qualidade das operações mais alta, essa tolerância tende a custar caro demais. 📉


