Genômica Social: A Ciência Que Pode Aumentar a Desigualdade ou Nos Ajudar a Combatê-la

Destaques
- •Debate sobre o uso de estudos genéticos para entender comportamentos humanos.
- •Martschenko alerta para o risco de justificar desigualdades sociais com base em dados genéticos.
- •Trejo defende que mais informação é melhor e que a pesquisa já está acontecendo, devendo ser aproveitada para o bem.
Será que desvendar os segredos genéticos por trás de comportamentos como doenças mentais, desempenho educacional ou até mesmo afiliação política pode nos levar a um mundo mais justo? É essa a grande questão que Daphne O. Martschenko e Sam Trejo trazem à tona.
Martschenko teme que a pesquisa genética, historicamente, tenha servido mais para solidificar desigualdades sociais existentes do que para resolvê-las. Ela argumenta que já sabemos como combater problemas como a pobreza, sem precisar de mais estudos genéticos para isso.
Por outro lado, Trejo acredita que mais informação é sempre melhor. Ele aponta que não podemos prever todos os benefícios de pesquisas básicas e que, como essa pesquisa já está em curso, o ideal é tentar direcioná-la para o bem.
A colaboração deles, explorada no livro "What We Inherit", busca lançar luz sobre nossas capacidades genéticas em rápida evolução, mostrando como a ciência e os mitos antigos moldam nosso futuro genômico.
Ambos têm pontos válidos, e a discussão é crucial para navegarmos os avanços genéticos de forma ética e benéfica para a sociedade. 💡


