Galípolo compara cartão de crédito brasileiro a 'jabuticaba' e sugere mudanças

Destaques
- •Presidente do BC critica sistema de crédito rotativo do cartão, com juros de 15% ao mês.
- •Galípolo defende aproximação do modelo brasileiro com práticas internacionais.
- •Mudanças podem focar em prazos de quitação menores para evitar endividamento excessivo.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, soltou o verbo em São Paulo, comparando o nosso sistema de cartão de crédito a uma verdadeira jabuticaba: algo único no mundo e, convenhamos, nem sempre para melhor.
O recado foi claro: os juros do rotativo do cartão estão estratosféricos, beirando os 15% ao mês (mais de 400% ao ano!), enquanto a Selic, a taxa básica, está em 14,25% ao ano. Essa disparidade, segundo ele, é um reflexo de "atavismos" da nossa economia, com prazos de quitação que fogem do padrão global.
A consequência prática?
Galípolo defende que o Brasil caminhe para um arranjo de pagamentos mais alinhado com o resto do mundo, com prazos menores, para frear o endividamento. "Tem coisa que você não quer ser o único a ter", disparou, sugerindo uma normalização gradual.
Ou seja, o BC quer dar um jeito nessa peculiaridade brasileira que consome o bolso de milhões. 💰


