Gabriel Bortoleto foca em melhorar desempenho no GP dos EUA de F1

Destaques
- •Brasileiro Gabriel Bortoleto busca superar dificuldades do ano de estreia na F1 no GP dos Estados Unidos.
- •Piloto da Sauber/Audi destaca desafios técnicos e de ondulação do Circuito das Américas, mas confia na experiência adquirida.
- •Bortoleto mira voltar à zona de pontuação nas seis etapas restantes do campeonato.
O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, da equipe Sauber, que em 2025 enfrentou um dos seus GPs mais difíceis no Circuito das Américas, em Austin, busca agora melhorar seu desempenho na edição de 2026 do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. Em sua temporada de estreia, Bortoleto não conseguiu se classificar entre os 15 melhores e terminou fora da zona de pontuação tanto na Sprint Race quanto na prova principal. No entanto, ele chega mais confiante para este ano, apostando no desenvolvimento do conjunto da Audi e em sua própria experiência adquirida.
Em entrevista exclusiva ao ge.globo, Bortoleto destacou as particularidades do traçado de Austin. "De fato, o final de semana de 2025 aqui em Austin não foi fácil, mas ao mesmo tempo é um circuito em que foi muito divertido de se pilotar e aprender. Agora o momento é ir de novo para a pista amanhã no treino livre e tentar dar o meu melhor e tornar o final de semana melhor do que o do ano passado", disse o piloto.
Desafios técnicos e de ondulação em Austin
O brasileiro ressaltou que as muitas ondulações e o traçado técnico do Circuito das Américas o tornam um dos mais desafiadores da temporada, especialmente para novatos. Diferentemente de 2025, o GP dos Estados Unidos de 2026 não contará com a Sprint Race, o que concede mais tempo de pista para os treinos livres. Em 2025, Bortoleto teve apenas um treino para se adaptar às condições da pista.
"Austin é uma pista muito ondulada, e também muito técnica. Quanto mais experiência você tem, mais experiência você sabe sobre onde estão os bumps (ondulações), onde dá para você frear, onde não dá para você frear. Ano passado era um final de semana Sprint também, então eu tive só um treino para aprender tudo o que tinha na pista de necessário. E é uma pista das mais técnicas do ano, que você precisa ter extremo conhecimento. Hoje eu já conheço a pista um pouco melhor, mas ainda assim eu tenho muito a aprender, é só o meu segundo ano aqui e vou dar o meu melhor para isso", analisou.
Sequência sem pontos e confiança no projeto Audi
Bortoleto espera encerrar em Austin uma sequência de provas sem pontuar. Desde o GP da Bélgica, em julho, quando terminou em oitavo lugar, o piloto da Audi não conseguiu mais somar pontos. Ele mencionou corridas como a de Miami, onde um problema o impediu de classificar bem, resultando na perda de pontos importantes.
"Eu e Nico Hulkenberg estamos muito parecidos de pontos no campeonato. Ele tem três pontos a mais que eu no momento, depois de ter somado muitos nas na última etapa em Singapura. Tiveram corridas em que eu poderia pontuar muito, como o Miami, que eu estava muito rápido, eu acabei não conseguindo classificar por causa de um problema, e acabei perdendo pontos. Mas, no final das contas, todo mundo tem problema, não é só a Audi, todas as equipes têm. Eu fico feliz em ter tido oportunidades de mostrar o potencial que eu tenho, e o potencial do carro, que foram grandes corridas, principalmente antes da metade do campeonato. Agora, do meio para o fim, eu tive boas classificações, mas corridas um pouco mais complicadas", afirmou.
O brasileiro reiterou que o primeiro ano da Audi na F1, com a fabricação própria da unidade de potência, é um projeto novo e que problemas de confiabilidade podem ocorrer. "Temos que lembrar que a gente está montando o motor do zero, e problemas de confiabilidade podem acontecer, igual aconteceram nas últimas duas, três etapas comigo, que eu tive alguns problemas, e que fazem parte. É lógico que eu fico frustrado quando saio do carro, mas é uma coisa que acontece. Como falei em Singapura, eu não vou ficar expondo motivos, eu não acho necessidade disso, eu sei dentro da equipe o que tem acontecido, e a gente vai continuar trabalhando para resolver essas coisas. Temos seis etapas para o final do ano, eu gostaria muito de voltar à zona de pontuação, o quanto antes."



