Futebol feminino: 57% das jogadoras sofrem com saúde mental, aponta relatório
Destaques
- •Mais da metade das jogadoras de futebol feminino já enfrentou problemas de saúde mental.
- •Apenas 56% das atletas possuem contrato de trabalho formal.
- •A FIFPRO defende que a assistência psicológica se torne obrigatória no futebol feminino.
Um relatório chocante da FIFPRO revela que mais da metade das jogadoras de futebol feminino, 57%, já enfrentaram problemas de saúde mental. Deste grupo, metade não recebeu qualquer tipo de apoio psicológico dos próprios clubes, evidenciando uma grave lacuna na assistência oferecida.
A pressão e o estresse psicológico são tão intensos que 49% das atletas consideram abandonar o esporte antes do planejado. Dentre elas, dificuldades financeiras e a falta de suporte emocional são os principais motivos citados.
Diante desse cenário, a FIFPRO agora defende que a assistência psicológica seja obrigatória no futebol feminino, citando o exemplo da liga americana (NWSL) que já oferece profissionais de saúde mental e licenças para questões psicológicas.
A pesquisa, que ouviu 800 atletas, também aponta para salários baixos e contratos precários, com apenas 56% das jogadoras possuindo vínculo formal de trabalho e 13% recebendo benefícios previdenciários. Apesar de alguns avanços recentes, como na proteção à maternidade, a maioria das atletas ainda luta por condições dignas.


