Fundação Ford: Do antissemitismo à CIA, um império filantrópico com tentáculos no Brasil
Destaques
- •A Fundação Ford, com patrimônio de US$ 17 bilhões, tem um histórico controverso de colaboração com a CIA e interesses estratégicos dos EUA.
- •Criada por Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, a entidade foi moldada por um empresário com ligações nazifascistas e antissemitas.
- •No Brasil, a fundação financiou ações que desestabilizaram o governo João Goulart e apoiou a ditadura militar, incluindo operações como a do DOI-CODI.
A Fundação Ford, um gigante filantrópico com mais de US$ 17 bilhões em patrimônio, esconde sob seu discurso de promoção da democracia um passado nebuloso de envolvimento com a CIA e os interesses estratégicos dos Estados Unidos.
Fundada em 1936 por Henry Ford, o mesmo homem que revolucionou a indústria automobilística, a entidade foi criada para fugir de impostos, mas logo se tornou um braço da política externa americana. O fundador, aliás, era um notório antissemita, admirador de Hitler e financiador do Partido Nazista, chegando a receber a Ordem de Mérito da Águia Alemã.
A atuação da fundação se estendeu globalmente, incluindo o Brasil. Por aqui, nos anos 60, a Fundação Ford financiou a desestabilização do governo João Goulart e, após o golpe de 1964, chegou a destinar verbas para a Operação Bandeirante e a criação do DOI-CODI, apoiando a repressão da ditadura militar. Instituições como a FGV e o CEBRAP (com Fernando Henrique Cardoso como expoente) também receberam financiamento, promovendo teses alinhadas aos interesses americanos.
A instituição continua ativa, buscando repaginar seu conselho e dissimular sua atuação sob um verniz progressista, mas seus laços com o setor de inteligência e sua função de promover o imperialismo cultural e a hegemonia norte-americana permanecem.
Em suma, a Fundação Ford é um império filantrópico com um legado complexo e controverso, cujas ações moldaram eventos globais e continuam a influenciar políticas e narrativas, inclusive no Brasil. 🌍




