Fujimori retorna ao poder no Peru com posse de Keiko, mas enfrenta protestos de vítimas

Destaques
- •Keiko Fujimori assume a presidência do Peru após eleição acirrada.
- •Críticos apontam a volta do neoliberalismo e militarismo no país.
- •Vítimas da repressão estatal protestam e pedem revogação de leis.
Após 26 anos, o sobrenome Fujimori volta a ocupar a Presidência do Peru com a posse de Keiko Fujimori. A eleição foi decidida por uma margem apertada, com pouco mais de 49 mil votos de diferença sobre o oponente.
Especialistas apontam que o governo de Keiko pode fundir neoliberalismo e militarismo, remetendo à ditadura de seu pai, Alberto Fujimori. Paralelamente, o fujimorismo já controla o Congresso peruano, o que levanta preocupações sobre a independência dos poderes.
No entanto, a posse de Keiko já é marcada por protestos. Familiares de vítimas da repressão estatal se reuniram em Lima para reivindicar memória e expressar rejeição ao retorno do fujimorismo. Eles pedem a revogação de leis que, segundo eles, dificultam o acesso à justiça e protegem os responsáveis por abusos.
A governabilidade no Peru segue em disputa, com a presidente precisando navegar entre o Legislativo e a crescente resistência popular. As relações com o Brasil, contudo, tendem a se manter pragmáticas, independentemente do governo.




