Freiras acionistas desafiam gigantes da tecnologia e bancos com ativismo de valores

Destaques
- •Congregação das Irmãs de São José da Paz utiliza seu poder como acionista para pressionar empresas.
- •Foco em questões como IA, mudanças climáticas e direitos humanos.
- •Histórico de ativismo desde 1976, com vitórias em casos como o do Citigroup.
Olha só que lance curioso: a Irmã Susan Francois, que nem usa hábito e tá no TikTok, é a frente de um grupo de freiras que tá virando o jogo no mundo corporativo. Elas fazem parte da Congregação das Irmãs de São José da Paz e usam o que chamam de ativismo acionário.
Basicamente, elas compram ações de empresas e, com isso, ganham voz pra pressionar por mudanças em temas quentes como mudanças climáticas, direitos de povos indígenas e justiça racial. Recentemente, elas tentaram convencer a gigante de dados Palantir a responder preocupações sobre o uso de sua IA por órgãos de imigração, mirando a detenção e deportação de migrantes.
A proposta na Palantir não passou, mas a irmã Francois vê como vitória, já que 56% dos acionistas externos votaram a favor. E não para por aí: elas já fizeram o Citigroup publicar um relatório sobre financiamento de combustíveis fósseis na Amazônia.
O sucesso, pra elas, é colocar esses assuntos na mesa e fazer com que cheguem aos conselhos de administração. Afinal, como ela mesma diz, não defendem partidos, mas sim a criação de Deus e os direitos humanos.



