Free Flow: A saga das multas e o futuro dos pedágios no Brasil

Destaques
- •O sistema de pedágio free flow, que usa câmeras e sensores, enfrenta desafios de adaptação no Brasil.
- •Milhões de multas foram suspensas e o governo busca regularizar pagamentos até novembro.
- •A expansão do free flow é vista como oportunidade para o mercado de tags e modernização de rodovias.
O free flow, sistema de pedágio sem cancelas, chegou ao Brasil com a promessa de modernizar rodovias, mas a tecnologia correu mais rápido que a compreensão dos motoristas. Desde março de 2023, o sistema acumula milhões de reais em multas e força o governo a ajustar a rota.
A ANTT publicou novas regras permitindo a conversão de praças de pedágio existentes, com projeções de que até 80% possam ser transformadas até 2035. No entanto, a conversão exige avaliação da agência e pode enfrentar resistências em contratos e na redistribuição de receita com municípios.
O governo federal suspendeu 3,4 milhões de autuações e abriu prazo até 16 de novembro para que motoristas regularizem tarifas em atraso, sob pena de manterem multas e pontos na CNH. A medida visa adequar o sistema, preservar a receita das concessionárias e manter o interesse em novos leilões.
O mercado de tags, concentrado em cinco grupos, vê na expansão do free flow uma oportunidade de crescimento, com projeções de dobrar a base de dispositivos ativos para 30 milhões até 2028. Quem usa tag tem 5% de desconto na tarifa, enquanto para quem não usa, a solução passa pela centralização de notificações e pagamentos no aplicativo da CNH Digital.
Apesar dos percalços, o free flow está contemplado na Política Nacional de Outorgas Rodoviárias e representa uma aposta do governo na modernização. A suspensão das multas foi um "freio de arrumação", e o prazo de 16 de novembro será crucial para definir se o sistema ganha escala nas estradas brasileiras. 📈




