Fluminense busca R$ 150 milhões em vendas para fechar 2026 com equilíbrio financeiro
Destaques
- •Clube projeta déficit de mais de R$ 150 milhões em vendas de jogadores para 2026.
- •Martinelli, Hércules e Canobbio são os principais ativos para gerar receita.
- •Diretoria busca equilibrar finanças sem comprometer competitividade do elenco para 2027.
O Fluminense se depara com um desafio financeiro significativo para fechar a temporada de 2026. A meta orçamentária de arrecadar R$ 218 milhões com a venda de jogadores não será cumprida, com uma lacuna estimada em mais de R$ 150 milhões que precisa ser compensada até o fim do ano para manter o equilíbrio financeiro alcançado desde 2019. A urgência é amplificada pela necessidade de encontrar um novo patrocinador máster para 2027, após a proibição de empresas do ramo de apostas esportivas no Brasil, que atualmente estampam a camisa tricolor.
Internamente, o clube acredita que possui ativos suficientes no elenco para atingir o valor necessário. O presidente Mattheus Montenegro já havia mencionado essa expectativa em agosto. A diretoria demonstra resistência em negociar o volante Martinelli, considerado um dos jogadores mais importantes e um ídolo para a torcida. Sua recente convocação para a seleção brasileira valorizou o atleta de 25 anos, e qualquer oferta futura só será considerada se for extremamente vantajosa para o clube, que detém 60% de seus direitos econômicos.
Principais ativos para negociação
Além de Martinelli, o volante Hércules também desperta interesse de clubes estrangeiros e é visto como uma fonte potencial de bom lucro. Comprado do Fortaleza, que manteve 30% de seus direitos, Hércules tem seu valor de mercado projetado entre 14 e 15 milhões de euros (aproximadamente R$ 85 a R$ 91,3 milhões). Uma negociação nesse patamar representaria um lucro superior a 100% para o Fluminense. O Zenit chegou a monitorar o jogador, mas não formalizou proposta.
O uruguaio Canobbio é outro atleta com potencial de lucro. Após disputar a Copa do Mundo e marcar gol, ele é visto como peça importante para o ciclo da seleção. O Fluminense pagou R$ 37 milhões por 80% de seus direitos e recebeu sondagens do Krasnodar, da Rússia, na última janela de transferências.
Sondagens por atacantes e outras promessas
O atacante Kevin Serna também atraiu interesse, com o Boca Juniors tentando uma negociação no início do ano, que foi recusada. O Fluminense detém 70% dos direitos do colombiano, adquiridos por cerca de R$ 9,7 milhões em julho de 2024.
Outro nome com chances de ser negociado ainda em 2026 é Soteldo. Caso não seja vendido até o fim do ano, o Fluminense terá que pagar US$ 2 milhões (R$ 10,8 milhões) ao Santos pelo restante de seu passe. Uma venda não só recuperaria parte dos US$ 5,4 milhões investidos, como também evitaria um novo desembolso por um jogador que não se firmou na equipe.
Adicionalmente, o clube conta com a possibilidade de negociar jovens promessas de Xerém, como Riquelme Felipe e Wesley Natã, que frequentemente têm mercado no futebol europeu devido a passagens por seleções de base. O grande desafio da diretoria é realizar as movimentações necessárias para garantir a saúde financeira sem sacrificar a competitividade do elenco para a temporada de 2027, onde uma vaga na Libertadores é vista como crucial também do ponto de vista financeiro.



