Flávio Bolsonaro mira 'tesouraço' e volta de agenda econômica de Guedes
Destaques
- •Plano de governo de Flávio Bolsonaro foca em redução de despesas públicas e privatizações.
- •Especialistas divergem sobre a capacidade de endividamento do Brasil e os efeitos de cortes de gastos.
- •Proposta de flexibilização trabalhista e exploração de terras raras são pontos de destaque.
A corrida presidencial esquenta com Flávio Bolsonaro apresentando seu plano de governo, batizado de “Para o Brasil vencer o atraso”. A proposta é clara: retomar a agenda econômica que marcou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco em redução de despesas e privatizações.
O plano, que conta com a chancela de nomes como Paulo Guedes e Daniella Marques, propõe um “tesouraço” nos gastos públicos, mirando em 1,5% do PIB em cortes. A ideia é enxugar ministérios, cortar cargos e vender ativos, tudo isso enquanto se busca estabilizar a dívida pública.
Mas nem todos concordam com a receita. Especialistas como a economista Juliane Furno e o historiador Valério Arcary alertam que a conta pode não fechar. Para eles, a dívida brasileira é gerenciável e cortes drásticos podem ter o efeito contrário, aumentando o déficit e prejudicando a arrecadação.
O plano também acena com a flexibilização das relações de trabalho e a exploração de terras raras, pontos que geram preocupação sobre a precarização e aprofundamento da desigualdade. A proposta de Flávio Bolsonaro parece ir na contramão das tendências globais de maior intervenção estatal na economia, levantando um debate crucial sobre o futuro do país.
Enquanto a proposta promete um choque de liberalismo, especialistas temem um cenário de “apocalipse econômico” com aumento da miséria e da desigualdade, caso a agenda seja implementada. 📉



