Flávio Bolsonaro em Washington: Jogada política com potencial de virar contra ele
Destaques
- •Flávio Bolsonaro tenta interceder contra tarifas americanas em Washington.
- •Estratégia pode expor fragilidades na política comercial dos EUA ou o legado do governo Bolsonaro.
- •Qualquer que seja o resultado, há um custo político para Flávio ou para Trump.
A tentativa de Flávio Bolsonaro de intervir em Washington contra as tarifas americanas contra o Brasil, buscando um acesso privilegiado com Donald Trump, pode ter um efeito contrário ao esperado.
Para justificar o pedido de recuo das tarifas, Flávio terá que usar argumentos que fragilizam a posição de Trump, seja politicamente ou tecnicamente. As tarifas impostas pelo governo americano, muitas vezes baseadas em poderes emergenciais, já enfrentaram barreiras judiciais, e o USTR (Representante Comercial dos EUA) propôs novas tarifas após investigar políticas brasileiras como "desarrazoadas ou discriminatórias".
A audiência pública do dia 6 de julho, onde Flávio pretende argumentar que as tarifas fortalecem Lula eleitoralmente, o coloca em um dilema.
Se Trump acatar o argumento político, admitirá que a medida tem cunho eleitoral, enfraquecendo a justificativa técnica. Se mantiver as tarifas, desmoralizará o aliado brasileiro, mostrando a pouca influência de Flávio. Repetir os argumentos do governo brasileiro, por sua vez, contradiz a administração Trump e atinge o legado do governo de seu pai. Uma jogada com custos políticos em qualquer cenário.
Uma jogada política que parece inteligente no primeiro momento, mas que pode se revelar um tiro no pé. 📉



