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Flamengo contesta escalação de Marcos Rojo e pede vaga na final da Libertadores

24 de outubro de 2026
Flamengo contesta escalação de Marcos Rojo e pede vaga na final da Libertadores

Destaques

  • •Clube carioca alega irregularidade na escalação do zagueiro do Estudiantes na semifinal
  • •Flamengo busca reverter eliminação nos tribunais, citando precedente da Conmebol
  • •Estudiantes tem até segunda-feira para apresentar defesa sobre o caso

O Flamengo entrou com uma reclamação na Conmebol contestando a utilização do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Copa Libertadores da América. Após o empate por 0 a 0 no tempo normal e a derrota nos pênaltis por 3 a 2, que resultou na eliminação rubro-negra, o clube carioca busca reverter o resultado nos tribunais.

Marcos Rojo foi titular do Estudiantes na partida de volta, realizada no Maracanã. Sua liberação para jogar ocorreu após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) conceder uma medida cautelar favorável ao clube argentino, permitindo sua inscrição na competição. Anteriormente, a Conmebol havia rejeitado o pedido do Estudiantes para inscrever o jogador, que veio do Racing em uma transferência conturbada e com a janela de transferências argentina já fechada. O clube tentou usar a vaga de um jogador lesionado, mas não obteve sucesso inicial.

O caso Marcos Rojo e a decisão do TAS

A transferência de Marcos Rojo para o Estudiantes envolveu o pagamento de US$ 500 mil (aproximadamente R$ 2,5 milhões) ao Racing, além de bônus condicionados à classificação para a final e título. A inscrição na Libertadores foi negada pela Conmebol pois o critério para a vaga de jogador lesionado não foi atendido. O Estudiantes recorreu ao TAS, que concedeu a liminar na véspera do jogo contra o Flamengo, determinando a inclusão do atleta na Lista de Boa Fé.

Rojo atuou como titular na lateral esquerda e foi substituído aos 30 minutos do segundo tempo. O Flamengo alega que, mesmo com a decisão do TAS, a utilização do jogador sem a autorização direta da Conmebol, entidade organizadora da competição, fere o regulamento. O clube argumenta que a responsabilidade pela escalação em um eventual julgamento recai sobre o clube que o utilizou.

Precedente e pedido do Flamengo

O Flamengo se apoia em um precedente da própria Conmebol para sustentar seu pedido. Em 2018, o Santos teve um resultado alterado em uma partida da Libertadores contra o Independiente, sendo punido com a perda de um ponto e, consequentemente, eliminado. Na ocasião, o meia uruguaio Carlos Sánchez foi considerado escalado irregularmente.

O clube carioca solicita a aplicação da pena prevista no Artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol, que determina que a equipe cuja responsabilidade for comprovada em escalação indevida será considerada perdedora do encontro por 3 a 0. O Estudiantes tem até a próxima segunda-feira (26), com prazo máximo de 18 horas (de Brasília), para apresentar sua defesa sobre o caso.

Outros casos e próximos passos

A matéria cita outros episódios de escalações irregulares na Libertadores que não resultaram em punições, como os casos de Ramón Ábila (Boca Juniors) e Zuculini (River Plate) em 2018. No entanto, o Flamengo confia no precedente do Santos para sua contestação.

A decisão final caberá aos órgãos competentes da Conmebol. Caso o pedido do Flamengo seja aceito, a classificação para a final da Libertadores, onde o Palmeiras já aguarda, poderia ser alterada.

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