Físico do Projeto Manhattan revela bastidores do bombardeio de Nagasaki
Destaques
- •Philip Morrison, físico do Projeto Manhattan, detalha os preparativos para o bombardeio de Nagasaki.
- •Morrison revela que os EUA planejavam usar bombas atômicas por um ano, se necessário.
- •O físico lamenta a falta de um aviso prévio adequado ao Japão antes dos ataques.
Trinta anos depois, um dos cientistas por trás da bomba atômica em Nagasaki, Philip Morrison, abriu o jogo sobre os bastidores do Projeto Manhattan.
Ele descreveu a logística impressionante na ilha de Tinian, de onde saíram os aviões B-29, e a sensação de que o projeto era um impulso impossível de deter, mesmo com a derrota iminente dos nazistas.
A decisão de lançar a bomba, segundo Morrison, foi influenciada pela morte de Roosevelt, que poderia ter freado o projeto, e pela falta de reflexão em alto nível para adiar o segundo ataque.
Apesar de ter supervisionado o carregamento da bomba de plutônio, Morrison acreditava que um aviso prévio seria crucial e lamenta que isso não tenha acontecido. Ele se tornou um ativista contra a proliferação nuclear.
O físico revelou que os planos iniciais previam o uso contínuo das bombas por um ano, caso necessário, e que um plano detalhado foi elaborado para tal. Ele também admitiu que, se a bomba estivesse pronta antes do fim da guerra na Europa, ela teria sido usada contra Berlim. 💣




