Finanças: IA avança, mas infraestrutura no Brasil patina

Destaques
- •Apenas 10% das instituições financeiras brasileiras priorizam plataformas preparadas para IA, apesar de 35% apontarem a gestão de dados como desafio.
- •Custo total de propriedade é o principal critério (65%) na escolha de armazenamento de objetos, superando resiliência e disponibilidade.
- •Pressão por custos e regulamentações complexas dificultam a criação de ambientes de dados unificados e prontos para IA no Brasil.
No Brasil, a corrida pela Inteligência Artificial nas finanças parece ter um freio de mão puxado. Enquanto 35% das instituições financeiras apontam o gerenciamento de dados como o maior desafio, pasmem, apenas 10% delas estão priorizando plataformas que realmente suportem IA, segundo um estudo da Hitachi Vantara.
O estudo, que ouviu 100 tomadores de decisão, revela que o investimento em armazenamento preparado para IA e em plataformas de dados unificadas está em segundo plano. A maior preocupação? O bolso: 65% dos entrevistados priorizam o custo total de propriedade na hora de escolher sistemas de armazenamento, mais do que a resiliência e disponibilidade dos dados (46%).
E a burocracia não ajuda. A soberania dos dados e as exigências regulatórias complicam a vida, forçando 23% a restringir cargas de trabalho de IA a regiões específicas e outros a manterem dados localmente enquanto treinam modelos centralizadamente. Essa dança regulatória, somada à pressão por custos, torna a construção de ambientes de dados unificados e preparados para IA um verdadeiro quebra-cabeça.
O resultado é um mercado em diferentes estágios: 35% já usam armazenamento de objetos em larga escala, mas 36% ainda estão em fase piloto. A boa notícia é que 47% esperam melhorias significativas em desempenho e acessibilidade nos próximos dois anos. Afinal, o armazenamento deixou de ser só infraestrutura e virou peça-chave para gerar valor e vantagem competitiva. 💰



