Fim do pesadelo: Juíza venezuelana, 'prisioneira pessoal de Chávez', tem processo encerrado após 15 anos
Destaques
- •Juíza María Lourdes Afiuni teve o processo contra ela encerrado definitivamente após quase uma década presa.
- •Afiuni foi alvo de Hugo Chávez após soltar um banqueiro, sendo considerada sua 'prisioneira pessoal'.
- •O caso se tornou um símbolo da erosão da independência judicial na Venezuela.
O calvário judicial da juíza venezuelana María Lourdes Afiuni finalmente chegou ao fim. Após quase 15 anos de um processo que a levou a quase uma década na prisão e a ser considerada a 'prisioneira pessoal' do ex-presidente Hugo Chávez, os tribunais do país encerraram definitivamente o caso contra ela.
Afiuni foi presa em dezembro de 2009, logo após conceder liberdade condicional ao banqueiro Eligio Cedeño. Chávez, indignado, exigiu a pena máxima de 30 anos para ela, alegando que a juíza era 'mais perigosa que o bandido'. A magistrada, por sua vez, argumentou que apenas aplicou a lei venezuelana e recomendações da ONU.
Durante seu tempo na prisão, Afiuni relatou ter sofrido graves violações de direitos humanos e problemas de saúde decorrentes de torturas e agressões. A família celebrou o desfecho, mas ressaltou que o sofrimento e os danos causados não são apagados. O caso permanece como um alerta sobre o uso do judiciário como retaliação contra a independência judicial.


