Fim da 'taxa das blusinhas' dispara importações, mas varejo nacional sente o baque

Destaques
- •Número de encomendas internacionais cresceu 118% em junho após isenção.
- •Varejo nacional aponta retração nas vendas e teme impacto no emprego.
- •Governo monitora dados e pode propor retorno da taxação.
A tão falada 'taxa das blusinhas' se foi e, de cara, o volume de encomendas internacionais disparou. Em junho, foram 28,36 milhões de pacotes chegando ao Brasil, um salto de 118% comparado ao mesmo mês do ano passado.
Mas nem tudo são flores para o consumidor. O varejo brasileiro, representado por gigantes como Magazine Luiza e Renner, já sente o golpe. O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) prevê retração nas vendas, culpando a concorrência estrangeira sem impostos.
A isenção, que durou poucos meses, foi uma 'amostragem' do governo para ver o impacto. Agora, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinaliza que a equipe econômica está de olho e pode propor ao presidente Lula o retorno da taxação se a falta de isonomia persistir. Fique de olho, porque essa novela tributária ainda não acabou.
E não se engane, mesmo que o imposto de importação seja restabelecido, uma nova taxação, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), já tem retorno previsto para 2027, com uma alíquota ainda a ser definida. 📉


