Fim da Escala 6x1: Flávio Bolsonaro defende 'flexibilização' e economista da Unicamp rebate com projeção de 600 mil empregos

Destaques
- •Flávio Bolsonaro entra no debate sobre a escala 6x1, defendendo flexibilização das jornadas.
- •Economista Marilane Teixeira (Unicamp) contrapõe estudos empresariais, prevendo criação de até 600 mil empregos com a redução para 40 horas semanais.
- •A PEC do fim da escala 6x1 pode ser votada nesta semana, com pressão de setores empresariais por transições mais longas ou compensações.
A polêmica em torno do fim da escala 6x1 ganhou um novo capítulo com a manifestação de Flávio Bolsonaro. O senador saiu em defesa da flexibilização das jornadas, alinhando-se a discursos empresariais que buscam frear a redução da carga horária.
Enquanto isso, a economista Marilane Teixeira, da Unicamp, apresenta estudos que contradizem as projeções de desemprego e colapso econômico. Sua pesquisa aponta que a redução da jornada para 40 horas semanais pode, na verdade, gerar entre 600 mil e 700 mil novos postos de trabalho no Brasil.
A votação da PEC na Câmara é esperada para esta semana, com intensa negociação nos bastidores entre parlamentares, lobistas e representantes patronais que buscam ampliar prazos ou obter benefícios fiscais. A disputa, que já foi econômica, agora se consolida como uma batalha política pelo futuro do trabalho.




