Filme sobre Bolsonaro vira 'dark horse' eleitoral e levanta suspeitas de financiamento

Destaques
- •Delação premiada de operador financeiro reacende polêmica sobre financiamento do filme 'Dark Horse'.
- •Flávio Bolsonaro é suspeito de pedir R$ 134 milhões a banqueiro preso por fraudes financeiras.
- •Investigações da PF e do Banco Central apontam inconsistências em repasses e prazos.
A menos de um mês das eleições, o filme 'Dark Horse', que narra a história de Jair Bolsonaro, volta ao centro do debate político. Uma delação premiada de um operador financeiro e a pressão pela quebra de sigilo trouxeram à tona novas suspeitas sobre o financiamento da obra.
O senador Flávio Bolsonaro é apontado como o intermediário que teria solicitado cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraudar R$ 12 bilhões. A investigação da Polícia Federal apura se parte desse dinheiro foi repassada a um fundo ligado a um advogado de Eduardo Bolsonaro.
O caso ganha contornos ainda mais polêmicos com as inconsistências nos relatos sobre os repasses. Enquanto Flávio Bolsonaro afirmou que os pagamentos teriam cessado em maio de 2025, reportagens e relatórios indicam que os repasses continuaram até setembro e outubro do mesmo ano, às vésperas da prisão de Vorcaro. A produtora do filme, GoUp Entertainment, confirmou um aporte em setembro, mas negou outro em outubro.
A situação levanta questionamentos sobre a origem e o destino do dinheiro, em um cenário eleitoral já acirrado. A falta de clareza sobre os valores exatos e os prazos dos pagamentos, somada à ligação com um banqueiro sob investigação e a um ex-deputado foragido, torna o filme um ponto sensível para a campanha. O lançamento, antes previsto para setembro, foi adiado para após as eleições para evitar contaminação política. 📉

