FIIs: A montanha-russa dos Fundos Imobiliários

Destaques
- •Fundos Imobiliários (FIIs) cresceram de 80 mil para mais de 3 milhões de investidores em 10 anos.
- •Retornos passados não garantem futuro: IFIX avançou 127% entre 2016-2020, mas apenas 3,6% entre 2020-2024.
- •FIIs são focados em geração de renda (dividendos de ~11%) e não em acumulação de patrimônio, diferentemente de ações.
Quem diria que o bom e velho ditado “quem compra terra não erra” ganharia tantos adeptos? Os Fundos Imobiliários (FIIs) viraram febre, saltando de 80 mil para mais de 3 milhões de investidores em apenas dez anos.
Mas nem tudo são flores. A série Estratégias para Viver de Renda, do InvestNews, mostra que o desempenho dos FIIs pode ser uma verdadeira montanha-russa. Entre 2016 e 2020, o IFIX (o Ibovespa dos FIIs) subiu 127%, um retorno espetacular. Contudo, nos quatro anos seguintes (2020-2024), o avanço foi de apenas 3,6%, o que, descontada a inflação, representa um retorno negativo.
A explicação? FIIs são, por natureza, focados em gerar renda (com dividendos médios de 11% ao ano), distribuindo a maior parte dos lucros, o que limita o potencial de crescimento e acumulação de patrimônio, diferente das ações.
A volatilidade é menor que a das ações, mas os riscos existem. Um exemplo é o FAMB11, que após a saída da Caixa Econômica Federal de seu imóvel, viu suas cotas desvalorizarem 70% e deixou de distribuir dividendos.
O cenário macroeconômico, especialmente a taxa de juros definida pelo Banco Central, é o grande motor dos FIIs. Juros em queda impulsionam o mercado imobiliário e as cotas dos fundos. Com a Selic em alta, o rendimento via dividendos se torna mais atraente, mas a valorização das cotas tende a ser menor.
Para mitigar riscos, a dica é priorizar fundos com mais de R$ 1 bilhão em ativos, diversificar a base de inquilinos e desconfiar de dividend yields muito acima da média. 💰




