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FIA corrige erro e Colton Herta fica a um ponto da superlicença da F1

31 de outubro de 2026
FIA corrige erro e Colton Herta fica a um ponto da superlicença da F1

Destaques

  • •Erro no cálculo de pontos da superlicença impede piloto americano de estrear na F1
  • •Herta precisa completar 100 km em treino livre no GP de São Paulo para obter licença
  • •Próximo treino livre em Interlagos é decisivo para o futuro do piloto na categoria

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou nesta sexta-feira (1º) um erro no cálculo dos pontos da superlicença do piloto americano Colton Herta, reserva da Cadillac. O equívoco, que o deixou a um ponto de obter a licença necessária para competir na Fórmula 1, foi corrigido, e Herta agora precisa apenas completar 100 quilômetros em um treino livre para atingir a pontuação exigida.

O erro ocorreu devido a uma atualização no site oficial da Fórmula Indy, que rebaixou Herta da sexta para a sétima posição na temporada de 2025, resultando na perda de um ponto crucial para a superlicença. A consulta inicial da Cadillac à FIA, realizada antes do GP da Cidade do México, baseou-se na classificação desatualizada.

O que é a superlicença e por que Herta precisa dela?

A superlicença é o documento obrigatório para que pilotos possam competir como titulares na Fórmula 1. Para obtê-la, os pilotos precisam acumular um determinado número de pontos em competições de acesso, como a Fórmula Indy e a Fórmula 2, ao longo de um período de três anos. Colton Herta, duas vezes vice-campeão da Indy nos Estados Unidos, tentou chegar à F1 em 2023, mas não possuía os pontos necessários.

Em 2026, Herta disputou a Fórmula 2 pela equipe Hitech, enquanto participava de treinos livres com carros da Cadillac na Fórmula 1. Atualmente, o piloto soma 39 dos 40 pontos exigidos para a superlicença. A expectativa é que ele complete a quilometragem necessária no primeiro treino livre do GP de São Paulo, em Interlagos, na próxima semana.

O plano da Cadillac e o desempenho de Herta

A Cadillac tem planos para Colton Herta em seu programa de automobilismo, com o objetivo de tê-lo como um de seus pilotos em 2027, independentemente de seu desempenho na Fórmula 2. A temporada do americano na F2 tem sido decepcionante, com ele ocupando apenas o 19º lugar no campeonato, sem pódios ou vitórias.

Apesar do desempenho na F2, a Cadillac manteve o programa com Herta, realizando pelo menos quatro treinos livres ao longo do ano. O contrato do piloto prevê sua ida para a Fórmula 1 se as condições forem atingidas, sendo a pontuação para a superlicença a principal delas. O chefe da Cadillac, Marcin Budkowski, confirmou que a equipe está trabalhando para ter um piloto americano na F1, citando Herta e outros talentos emergentes.

Próximos passos para Herta na Fórmula 1

O primeiro treino livre do GP de São Paulo em Interlagos se tornou um momento crucial para Colton Herta. Para atingir a quilometragem mínima de 100 km, ele precisará completar pelo menos 24 voltas na sessão de 60 minutos. Além de cumprir a exigência, espera-se que ele tenha um bom desempenho em relação ao seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, e demonstre consistência.

Os Estados Unidos não têm um piloto titular na Fórmula 1 desde Logan Sargeant em 2024. A última vitória de um americano na categoria foi de Mario Andretti em 1978, e o último título foi do mesmo piloto na mesma temporada. Phil Hill é outro americano que conquistou o campeonato mundial de F1, em 1961.

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