Feridos de guerra russos voltam à linha de frente sem avaliação médica adequada
Destaques
- •Soldados russos, muitos ex-detentos, são enviados de volta ao combate após ferimentos graves sem a devida avaliação médica.
- •Casos revelam falhas no sistema legal russo que deveria garantir avaliações por juntas médicas militares.
- •Proposta de lei visa tornar permanentes diretrizes que flexibilizam a avaliação de aptidão para o serviço militar.
Depois de pisar em uma mina terrestre e sofrer ferimentos graves, Oleg Shikin foi enviado de volta à linha de frente com uma placa de titânio no crânio, sem passar pela avaliação médica militar obrigatória.
O caso de Shikin não é isolado. Relatos indicam que comandantes russos estão ignorando a lei, que prevê juntas médicas para determinar a aptidão de soldados feridos para o serviço, especialmente ex-detentos recrutados em troca de liberdade.
Agora, o Ministério da Defesa da Rússia propõe transformar essas diretrizes flexíveis em lei permanente, o que, segundo advogados, indica uma preparação para conflitos de longa duração.
A BBC News Rússia identificou cerca de 233 mil soldados mortos no conflito, e estimativas apontam para quase 500 mil baixas russas. 📉
