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Feridos de guerra russos voltam à linha de frente sem avaliação médica adequada

06 de agosto de 2026

Destaques

  • Soldados russos, muitos ex-detentos, são enviados de volta ao combate após ferimentos graves sem a devida avaliação médica.
  • Casos revelam falhas no sistema legal russo que deveria garantir avaliações por juntas médicas militares.
  • Proposta de lei visa tornar permanentes diretrizes que flexibilizam a avaliação de aptidão para o serviço militar.

Depois de pisar em uma mina terrestre e sofrer ferimentos graves, Oleg Shikin foi enviado de volta à linha de frente com uma placa de titânio no crânio, sem passar pela avaliação médica militar obrigatória.

O caso de Shikin não é isolado. Relatos indicam que comandantes russos estão ignorando a lei, que prevê juntas médicas para determinar a aptidão de soldados feridos para o serviço, especialmente ex-detentos recrutados em troca de liberdade.

Agora, o Ministério da Defesa da Rússia propõe transformar essas diretrizes flexíveis em lei permanente, o que, segundo advogados, indica uma preparação para conflitos de longa duração.

A BBC News Rússia identificou cerca de 233 mil soldados mortos no conflito, e estimativas apontam para quase 500 mil baixas russas. 📉

Fontes

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