Favela do Moinho: Remoção e Deslocamento em SP

Destaques
- •Moradores da Favela do Moinho em SP enfrentam remoção forçada.
- •Políticas habitacionais excluem famílias de baixa renda do centro.
- •Famílias dispersas pela periferia e litoral, com dificuldades de acesso a moradia digna.
Décadas de tensão entre a Favela do Moinho e projetos urbanos em São Paulo chegam a um ponto crítico com remoções intensificadas desde agosto de 2024.
Inicialmente, a CDHU propôs soluções com auxílio aluguel insuficiente e moradias que excluíam parte das famílias. A comunidade, por sua vez, exigia gratuidade e reassentamento direto.
A intervenção do governo federal trouxe um acordo com gratuidade e maior auxílio aluguel, mas manteve a lógica de soluções individuais no mercado.
O processo de remoção usou táticas de criminalização e burocracia, com denúncias de violência estatal e prisões de lideranças.
Até março de 2026, 791 famílias foram removidas, dispersas para periferias, região metropolitana e litoral, com 61,9% ainda em auxílio aluguel. A promessa de permanência no centro se mostra inviável diante das dificuldades do mercado imobiliário e custos elevados. 📉




