F1: Mercedes perde truque de motor e FIA aperta regras de compressão

Destaques
- •Regulamento de taxa de compressão dos motores da F1 muda oficialmente.
- •Mercedes não poderá mais usar artifício que explorava 'área cinzenta' das regras.
- •Alteração visa equilibrar a competição entre as equipes, com pressão de Ferrari, Audi e Honda.
A F1 acordou pra vida e decidiu acabar com uma 'trapaça' que vinha dando dor de cabeça para a Mercedes. A partir de agora, a medição da taxa de compressão dos motores, que causou polêmica na pré-temporada, muda oficialmente.
O truque da equipe alemã envolvia a chamada 'taxa de compressão geométrica', que indica o quanto a mistura ar-combustível é comprimida nos cilindros. Enquanto o regulamento permitia um limite de 18:1 com o carro parado e em temperatura ambiente, a Mercedes encontrou uma forma de aumentar essa razão quando o carro estava em movimento e mais quente, explorando uma brecha nas regras.
Mas a pressão de rivais como Ferrari, Audi e Honda fez a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) rever a jogada.
A partir deste domingo (7), no GP de Mônaco, a medição da taxa de compressão será feita com o carro em condições frias e quentes. Se a taxa da Mercedes ultrapassar o novo limite de 16:1 em condições quentes, a equipe estará infringindo o regulamento. A partir de 2026, a verificação será feita apenas com o motor quente.
Resta saber qual será o impacto prático para a Mercedes e suas clientes (McLaren, Williams e Alpine), mas o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, não acredita que a mudança vá alterar drasticamente o cenário atual. Ele aposta mais nas novidades do ADUO, que devem ser divulgadas em breve. 🏁




