Ex-porta-voz de Milei não explica R$ 3,2 milhões em patrimônio

Destaques
- •Manuel Adorni, ex-chefe de gabinete de Javier Milei, não conseguiu comprovar o aumento de seu patrimônio de R$ 85 mil para R$ 3,2 milhões em menos de dois anos.
- •Investigação aponta falta de documentação e gastos extravagantes em dinheiro vivo, incluindo viagens e imóveis.
- •A defesa de Adorni não apresentou provas e a Justiça argentina considera as inconsistências enormes.
A Justiça da Argentina está de olho no ex-chefe de gabinete de Javier Milei, Manuel Adorni. Ele não conseguiu explicar como seu patrimônio saltou de 25 milhões para 944 milhões de pesos argentinos (cerca de R$ 85 mil para R$ 3,2 milhões) em menos de dois anos na administração pública.
O órgão de investigação, DAFI, apontou uma gritante falta de documentos que comprovem a origem do dinheiro. A história de Adorni sobre encontrar US$ 200 mil em Bitcoin do pai não convenceu, ainda mais com o pai falecido em dívidas.
O caso agora segue para que Adorni apresente sua defesa formalmente.
A situação é séria: o procurador Gerardo Pollicita vai pedir explicações formais e pode indiciar Adorni por enriquecimento ilícito. Se as justificativas não forem boas, o juiz pode mandar o ex-chefe de gabinete para um julgamento. 📉



