Ex-diretor da Meta aponta Zuckerberg como responsável por falha na proteção de crianças

Destaques
- •Ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Bejar, testemunha em julgamento histórico contra a empresa.
- •Acusação central: Meta prioriza lucro e crescimento em detrimento da segurança de menores no Facebook e Instagram.
- •Decisões de Mark Zuckerberg impactavam diretamente a cultura da empresa, segundo Bejar.
O clima esquentou em Oakland, na Califórnia, com o depoimento de Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta. Ele apontou diretamente para Mark Zuckerberg, CEO da empresa, como o principal responsável por uma cultura interna que, segundo ele, negligenciou a proteção de crianças nas plataformas Facebook e Instagram.
Bejar, que trabalhou na Meta entre 2009 e 2015, afirmou que Zuckerberg detinha o poder de aprovar ou vetar mudanças cruciais nos produtos. Essa centralização significava que, se o CEO não priorizasse a segurança, as ações raramente saíam do papel, mesmo diante de riscos para os usuários mais jovens.
A acusação é grave: estados americanos alegam que a Meta projetou suas redes sociais para serem viciantes e coletou dados de crianças ilegalmente, ignorando potenciais danos como ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas. A empresa, claro, nega tudo.
Agora, o julgamento histórico, que pode durar seis semanas, testa o quanto as redes sociais impactam os jovens. A expectativa é que o próprio Zuckerberg também suba ao banco dos réus. 📉




