Evangélicos no Rio: voto pendular e preocupações que vão além da fé
Destaques
- •Crescimento do eleitorado evangélico no Rio de Janeiro e sua influência nas eleições.
- •Preocupações dos evangélicos incluem violência, família, trabalho e saúde, não apenas religião.
- •Mudança no padrão de voto: de apoio ao PT para o bolsonarismo, com sinais de novas divisões em 2026.
O eleitorado evangélico no Rio de Janeiro está mudando, e não se resume a um bloco monolítico. A série 'Voto Pendular' do Jornal da Globo mergulha nas complexidades desse grupo, mostrando que, apesar da crescente influência demográfica e eleitoral, suas preocupações vão muito além da fé.
A pesquisa da Quaest, com direção de Felipe Nunes, revela que temas como violência, família, trabalho e saúde são tão ou mais importantes quanto a religião na hora de decidir o voto. Essa diversidade de pautas, aliada a um histórico de migração de votos — do apoio ao PT em eleições passadas para o bolsonarismo a partir de 2018 — aponta para um cenário eleitoral em 2026 ainda mais fragmentado e imprevisível.
A reportagem destaca que, em bairros como a Penha e em municípios como Nova Iguaçu, onde os evangélicos já são maioria, a busca por candidatos que apresentem propostas concretas e se afastem dos ataques pessoais ganha força. A expectativa é por um voto mais propositivo, refletindo o cansaço com a polarização e a necessidade de soluções para os desafios do cotidiano.


