EUA mira no Pix e ameaça com tarifa de 25% em produtos brasileiros

Destaques
- •Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) acusa o Brasil de práticas que prejudicam empresas americanas.
- •O Pix é apontado como um dos principais entraves à concorrência estrangeira, segundo investigação a pedido de Trump.
- •Febraban e especialistas defendem o Pix, classificando a acusação como infundada e focada em negociações comerciais.
O Pix entrou na mira dos Estados Unidos. O Escritório do Representante Comercial americano (USTR), a pedido de Donald Trump, concluiu uma investigação alegando que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio dos EUA, prejudicando empresas americanas no segmento de pagamentos.
A justificativa para uma possível tarifa de 25% sobre produtos brasileiros inclui o sistema de pagamentos instantâneos, mas também menciona informalidade comercial e o etanol. Especialistas, como Alex Hoffmann da PagBrasil, e a Febraban consideram a alegação infundada, destacando que o Pix foi criado para inclusão financeira e não para prejudicar concorrentes estrangeiros.
A defesa aponta que o mercado de cartões continuou crescendo e que o Pix é uma infraestrutura aberta, disponível para todos. A expectativa é que o esclarecimento dos objetivos do sistema ajude a reverter a decisão do USTR.




