ETFs Roubam a Cena: Investidor Brasileiro Troca Fundos Ativos por Indexados
Destaques
- •ETFs registram a segunda maior captação líquida no primeiro semestre, atrás apenas da renda fixa.
- •ETFs de renda fixa lideram a captação, impulsionados por juros altos e custos baixos.
- •Mercado discute criação de ETFs ativos, o que pode acelerar ainda mais o crescimento.
O investidor brasileiro está mudando o jogo! A preferência por fundos tradicionais de gestão ativa está dando lugar a um interesse crescente por produtos com melhor relação entre retorno, risco e custo.
Prova disso é que os ETFs, fundos passivos que replicam índices, emplacaram a segunda maior captação líquida no primeiro semestre, com R$ 32,5 bilhões em ingressos. O destaque vai para os ETFs de renda fixa, que sozinhos somaram R$ 27,1 bilhões.
Essa virada é explicada pelos juros altos da Selic, que tornam a renda fixa mais atraente, e pelas vantagens dos ETFs: custo baixo (taxas entre 0,1% e 0,3%), praticidade e eficiência tributária (alíquota fixa de 15% e sem come-cotas).
A Anbima já aponta que essa tendência é para ficar e pode ser ainda mais impulsionada com a possível criação de ETFs ativos pela CVM.
Enquanto isso, fundos de multimercados e previdência sofrem com resgates, refletindo a aversão ao risco e mudanças tributárias. A indústria de fundos como um todo, porém, segue em alta, com captação líquida de R$ 184,7 bilhões no semestre. 📈
