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Estudo: Gerações de 1950-1970 têm maior resiliência emocional

21 de outubro de 2026
Estudo: Gerações de 1950-1970 têm maior resiliência emocional

Destaques

  • •Pessoas nascidas entre 1950 e 1970 demonstram maior resiliência emocional que gerações mais novas.
  • •Menos estímulos digitais, maior autonomia e convivência presencial explicam a vantagem psicológica.
  • •Hiperconectividade é apontada como fator de risco para o controle emocional em jovens.

Pessoas nascidas entre as décadas de 1950 e 1970 possuem maior resiliência emocional em comparação com as gerações mais jovens. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica BMJ Mental Health, que associa essa vantagem psicológica ao contexto em que cresceram: com mais autonomia, menos estímulos digitais e predominantemente conexões sociais presenciais.

Segundo os pesquisadores, o segredo da inteligência emocional desse grupo se deve a quatro fatores básicos. Primeiramente, aprenderam desde cedo a lidar com a espera e imprevistos sem a necessidade de gratificação instantânea. Em segundo lugar, a infância livre de redes sociais protegeu o equilíbrio mental e a autoestima. O terceiro ponto é a convivência e resolução de conflitos ocorridas majoritariamente no meio presencial, o que construiu laços interpessoais mais sólidos. Por fim, essa geração atravessou fortes transformações sociais, o que lhes conferiu uma maior capacidade de adaptação a mudanças.

Impacto da Hiperconectividade nos Jovens

Por outro lado, o estudo alerta para os impactos negativos da hiperconectividade nas gerações mais novas. A exposição contínua ao ambiente online e a constante necessidade de resposta imediata podem dificultar a construção gradual do controle emocional em jovens. A pesquisa aponta que o uso excessivo de mídias digitais está associado a maior frequência de sintomas de ansiedade, depressão e estresse psicológico.

Fatores de Risco e Consequências

Fatores como a pior qualidade do sono, o medo de ficar de fora (FOMO), a comparação social e o uso problemático de redes sociais atuam como mediadores dessa relação, contribuindo para prejuízos emocionais, cognitivos e comportamentais. A pesquisa sugere que a hiperconectividade digital representa um fator associado ao comprometimento da saúde mental em jovens adultos, reforçando a necessidade de estratégias para o uso saudável das tecnologias digitais.

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