Estreito de Ormuz sob tensão: Brasil respira aliviado com reativação de fábricas de fertilizantes

Destaques
- •Bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã ameaça 30% das exportações globais de fertilizantes.
- •Brasil, que importa 90% de seus fertilizantes, vê risco de encarecimento e inflação com interrupção no fornecimento.
- •Petrobras reativa duas fábricas de fertilizantes (BA e SE), adicionando 12% da demanda nacional de ureia, como parte da meta de autossuficiência até 2050.
O Estreito de Ormuz, por onde passa 30% dos fertilizantes globais, virou palco de tensão com o Irã bloqueando a passagem de navios em resposta aos ataques dos Estados Unidos. Uma notícia que acende o alerta para o Brasil.
Afinal, o agronegócio brasileiro depende de importações, e 35% dessas compras vêm da região do Golfo Pérsico. Uma interrupção significa insumos mais caros e, consequentemente, alimentos mais caros na mesa do brasileiro.
Mas nem tudo está perdido.
A Petrobras, sob o comando de Magda Chambriard, deu um passo importante ao reativar duas fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe. Essas unidades já colocam no mercado 3,1 mil toneladas diárias de ureia, suprindo cerca de 12% da demanda nacional. O plano é ambicioso: chegar a 35% com a conclusão da UFN-III até 2029. Um respiro para a autossuficiência do país 🇧🇷.




