Estreito de Ormuz respira: Superpetroleiros chineses e americanos cruzam a rota após cessar-fogo com o Irã

Destaques
- •Tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumenta após frágil cessar-fogo entre EUA e Irã.
- •Navios chineses e americanos transitam pela via crítica para o comércio global de energia.
- •Mercado físico de petróleo em pânico com prêmios recordes, contrastando com futuros otimistas.
O Estreito de Ormuz, artéria vital para o comércio global de petróleo, mostra sinais de reabertura. Dois superpetroleiros chineses e um navio grego cruzaram a passagem horas após o anúncio de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. A travessia, se concluída neste sábado, marcará o dia de maior saída de petróleo pela rota desde o início do conflito.
A movimentação, embora ainda longe dos níveis de paz, é um respiro para o mercado. As embarcações Cospearl Lake e He Rong Hai (chinesas) e o Serifos (grego) carregaram suprimentos na Arábia Saudita e no Iraque, seguindo uma rota ao norte pelo estreito, conforme exigido por Teerã.
Enquanto isso, o mercado físico de petróleo vive um caos, com traders desesperados por suprimentos e prêmios recordes, como o Dated Brent atingindo US$ 144 o barril. Essa disparada contrasta com o otimismo nos mercados de futuros, que apostam na trégua. Especialistas alertam que, mesmo com a reabertura, o alívio pode não chegar a tempo de evitar um colapso devido ao tempo de transporte.




