Estreito de Ormuz: O jogo de esconde-esconde dos navios em meio à guerra

Destaques
- •Apenas cerca de 5 a 6 navios cruzam o Estreito de Ormuz por dia, uma queda de 95% no tráfego diário.
- •Navios com vínculos iranianos, chineses e indianos são os que mais conseguem passar.
- •A rota alternativa e o desligamento de rastreadores (AIS) são estratégias para evitar ataques e minas.
Parece que o Estreito de Ormuz virou um campo minado, mas nem todo mundo parou de passar por lá. Desde o início de março, quase 100 navios arriscaram a sorte, uma média de apenas cinco ou seis por dia, o que representa uma queda drástica de 95% no tráfego diário.
Quem está conseguindo driblar os ataques e as minas? A análise da BBC Verify mostra que cerca de um terço desses sortudos têm vínculos com o Irã, seguidos por navios com destino à China e Índia. Alguns até mudam a rota para ficar mais perto do litoral iraniano, quem diria?
E para piorar a vida de quem tenta rastrear tudo, muitos navios estão desligando o Sistema de Identificação Automática (AIS). A ideia é sumir do mapa e reaparecer depois, mas isso dificulta o trabalho de quem monitora a movimentação. O estreito virou um verdadeiro jogo de esconde-esconde, com riscos reais para quem não tem acordo com as autoridades iranianas.




