Estreito de Ormuz: 22 países buscam reabertura em meio a tensões globais

Destaques
- •OTAN e aliados trabalham para reabrir rota marítima vital.
- •Países do Golfo criticam EUA, mas consideram entrar na guerra contra o Irã.
- •Historiador avalia Irã em posição dominante e EUA em declínio.
O Estreito de Ormuz, crucial para o comércio global de petróleo, está no centro das atenções após o Irã ter parcialmente bloqueado sua navegação. Em resposta, 22 países, incluindo membros da OTAN e aliados como Japão e Coreia do Sul, preparam uma iniciativa para reabrir a rota o mais rápido possível.
A ação surge em meio a críticas do presidente Donald Trump à lentidão da OTAN em responder ao chamado, enquanto nações do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, expressam descontentamento com a condução da ofensiva liderada por EUA e Israel, e consideram uma entrada direta no conflito.
Paralelamente, o historiador Alfred MacCoy avalia que o Irã está em uma posição estratégica dominante, controlando o fluxo de petróleo e fertilizantes, e que a guerra pode acelerar o declínio da hegemonia americana. A situação lembra a crise do Canal de Suez de 1956, onde o Egito reverteu uma derrota militar através do bloqueio de uma rota vital.




